Procuradores derrubam reintegração de posse do território Xakriabá e indígenas mantém retomada


Indígenas mudaram o nome da placa do território (foto:cimi)

Indígenas mudaram o nome da placa do território retomado (foto:cimi)

Liminar que concedia reintegração de posse ao invasor da Terra Indígena Xakriabá, no norte de Minas Gerais, foi suspendida pela Justiça Federal a pedido de procuradores gerais da República. Cerca de 300 indígenas haviam retomado 6 mil hectares do território  desde 1º de setembro.

A área abrange a Fazenda São Judas, município de Itacarambí, Vale do Peruaçu. Em ato simbólico, os Xakriabá apagaram o nome da fazenda de uma das placas da antiga propriedade e escreveram no lugar Terra Indígena Xakriabá.

O juiz da 2ª Vara Federal revisou o pedido de reintegração ao fazendeiro Pedro Luiz Cerize depois de ouvir os argumentos dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF). Logo após a decisão, membros da família Cerize fizeram ameaças aos indígenas.

No entanto, segundo as lideranças Xakriabá, o fazendeiro enviou cerca de 20 caminhões para Itacarambí com o intuito de retirar o gado. Na cidade, de acordo com apoiadores dos Xakriabá, o ambiente é hostil aos indígenas.

Os estudos de identificação do território Xakriabá tiveram início em 2007, com grupo de trabalho da Fundação Nacional do Índio (Funai). No entanto, o levantamento de benfeitorias, parte do procedimento de demarcação, foi paralisado em 2012.

Segundo o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Leste, Antônio Eduardo Cerqueira de Oliveira, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que tem um escritório em Itacarambí, tem incitado os fazendeiros a reagir com violência contra os indígenas. (pulsar/brasildefato)

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