Rádio comunitária mapuche denunciará violação de direito à liberdade de expressão na ONU


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Rádio comunitária chilena foi forçada a encerrar transmissões em 2011

A diretora da rádio comunitária mapuche Kimche Mapu, Mireya Manquepillán, apresentará nesta semana o caso da emissora em Genebra, na Suiça, perante o Comitê sobre a Eliminação da Discriminação Racial das Nações Unidas. A estação de rádio chilena teve que interromper suas transmissões em 2011 após receber uma denúncia penal por operar sem licença, apesar de seus repetidos esforços para regularizar sua situação.

A rádio se localiza no município de Lanco e é uma das poucas rádios Mapuche existentes no país. Manquepillán disse que a apresentação tem como objetivo que “outros países conheçam a situação dos meios de comunicação Mapuche, além da má legislação chilena e de como se violam os direitos à liberdade de expressão das mídias sociais”.

Branislav Marelić, editor do relatório que será apresentado em Genebra, disse em entrevista à Rádio Terra que está surgindo uma perspectiva de direitos humanos sobre o papel da radiodifusão no direito à cultura dos povos indígenas.

A cidade de Los Rios, região em que está localizada a estação, tem abundância de espectro radioelétrico disponível. No entanto, os altos custos de um estudo técnico exigido por lei impedem que as comunidades indígenas disputem esse espaço  na prática.

A diretora de  Kimche Mapu ainda questionou que são criadas leis especiais para o grande conglomerado de comunicação espanhol PRISA, que atua na América Latina e na Europa, enquanto não há garantias para os meios de comunicação que constroem a cidadania, muito menos garantias econômicas. (pulsar)

Em espanhol na Púlsar.

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