Prefeito do Rio vai tombar equipamentos do Complexo do Maracanã


Em outubro de 2012, prefeitura havia destombado equipamentos esportivos (foto: Portal da Copa)

Em outubro de 2012, prefeitura havia destombado equipamentos esportivos (foto: Portal da Copa)

O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) afirmou que vai publicar decreto que tomba como patrimônio histórico do município o Parque Aquático Julio Delamare, o Estádio de Atletismo Célio de Barros, a Escola Municipal Friedenreich e a Aldeia Maracanã, equipamentos do Complexo do Maracanã. A informação foi divulgada em nota pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas  após reunião nesta quinta-feira (8) na sede da prefeitura.

Os espaços estavam ameaçados de demolição no projeto inicial de privatização da administração do Maracanã. O governo do estado, no entanto, recuou desta intenção após pressão de movimentos sociais, professores, pais de alunos, indígenas, atletas e usuários dos espaços esportivos.

O tombamento do Celio de Barros, do Julio Delamare, da Escola Municipal Friedenreich e da Aldeia Maracanã – centro indígena localizado no prédio histórico do antigo Museu do Índio – assegura que estes espaços não sejam destruídos. A proteção, porém, não é definitiva: a prefeitura pode revogar a medida por decreto.

Na próxima quinta-feira (15), representantes dos equipamentos esportivos e da escola irão à Brasília para uma reunião com a superintendência nacional Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é garantir a proteção definitiva destes espaços.

A iniciativa de Paes significa um recuo de sua posição inicial neste processo. A prefeitura teve participação ativa na viabilização do projeto de privatização do Complexo do Maracanã. Em outubro de 2012, Eduardo Paes destombou por decreto o Celio de Barros e o Julio Delamare na véspera da apresentação da minuta do edital de concessão, o que possibilitou a previsão de demolição.

O prefeito do Rio havia criticado, ainda, a iniciativa de alguns vereadores que apresentaram no fim do ano passado um projeto de lei que tombava a Escola Friedenreich. À época, Paes chegou a classificar a medida como “besteirada demagógica” e afirmou que vetaria o PL caso fosse aprovado. (pulsar)

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