Prédio da Prefeitura de Atalaia, em Alagoas, permanece ocupado por manifestantes


(foto: alagoastempo)

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A mediação do Ministério Público Estadual (MPE) de Alagoas  não garantiu avanços na reunião que ocorreu na última quarta-feira (8) entre o prefeito da cidade de Atalaia, Manoel da Silva Oliveira (PTB), e profissionais da educação do município. O único acordo firmado foi o pagamento do salário atrasado de novembro para sexta-feira (10).

O encontro ainda originou uma comissão de oito integrantes, sendo metade composta pelo  Comitê Popular em Defesa de Atalaia e a outra metade por membros do próprio município. O objetivo é elaborar um relatório a respeito das contas da cidade para chegar a um consenso sobre a forma de pagamento do salário de dezembro, do 13º salário e de um terço de férias vencidas dos servidores da educação.

A Prefeitura ofereceu a proposta de pagar o salário de novembro até sexta-feira (10), o de janeiro no dia 10 de fevereiro e o mês de dezembro seria dividido em doze vezes, sendo depositado na conta dos funcionários todo dia 16 de cada mês. No entanto, o Comitê Popular em Defesa de Atalaia defende que o pagamento de janeiro  seja efetuado até o dia 31 deste mês e o salário de dezembro parcelado em, no máximo, três vezes.

O Ministério Público Estadual já agendou para a próxima quarta-feira (15) uma nova reunião com a presença do procurador-geral, Sérgio Jucá, para tentar estabelecer um acordo entre ambas as partes. Além da defesa dos servidores da educação, os manifestantes que ocupam o prédio da Prefeitura e da Câmara Municipal exigem transparência nos gastos públicos e melhorias urgentes nos serviços básicos de educação e saúde. A manifestação está sendo articulada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e pelo Sindicato dos Educadores de Atalaia (Seata). (pulsar)

 

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