Pedro Pablo Kuczynski derrota filha de ditador é o novo presidente do Peru


(foto: reprodução)

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O economista e ex-ministro Pedro Pablo Kuczynski venceu as eleições presidenciais realizadas no último domingo (5) no Peru. O resultado foi informado nesta quinta-feira (9) pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol) do país. Com 100 por cento das atas processadas, Kuczynski, candidato pelo partido PPK (Peruanos por el Kambio), teve 50,12 por cento dos votos válidos, enquanto Keiko Fujimori, candidata pela coligação Força Popular e filha do ditador Alberto Fujimori, teve 49,88 por cento dos votos.

A diferença entre os candidatos é de pouco mais de 40 mil votos. Kuczynski disse em seu Twitter que “é hora de trabalhar juntos pelo futuro do país”. Ele também mandou mensagens de agradecimento aos presidentes da Colômbia, Juan Manuel Santos; da Argentina, Mauricio Macri; e do Chile, Michelle Bachelet; que telefonaram para parabenizá-lo logo após a divulgação do resultado.

Keiko Fujimori venceu o primeiro turno das eleições, no dia 10 de abril, com 39,8 por cento dos votos, e liderou as pesquisas de intenção de voto até poucos dias antes do segundo turno. Em abril Kuczynski ficou em segundo com 21 por cento dos votos.

O aumento de mobilizações contra a então candidata por parte de vários setores da sociedade civil peruana, que temia a volta do fujimorismo – regime político de seu pai, Alberto Fujimori, ex-ditador peruano que governou entre os anos de 1990 e 2000 – foi um dos fatores que fez parte do eleitorado repensar o apoio à candidata da Força Popular. A declaração de voto em Kuczynski de Verónika Mendoza, candidata presidencial pela coalizão de esquerda Frente Ampla, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno com 18,7 por cento dos votos, também levou parte da população a se voltar para PPK. A líder da Frente Ampla peruana, porém, também declarou que faria oposição a qualquer um dos dois governos que saísse vitorioso do pleito realizado no último domingo.

Além da estreita diferença de votos entre PPK e Keiko nas eleições gerais, o que mostra a acirrada divisão da população peruana, o novo presidente terá que governar com um Congresso controlado pelo fujimorismo, que elegeu 73 dos 130 parlamentares. A Frente Ampla, de Mendoza, tem a segunda bancada, com 20 deputados. Com 18 parlamentares, o PPK, partido de Kuczynski, será somente a terceira bancada do Congresso peruano. (pulsar/opera mundi)

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