Movimento Sem Terra denuncia grilagem de terra por empresa Cutrale em São Paulo


Sem Terras denunciam grilagem de terras em SP e TO (foto: Marcelo Casal)

Sem Terras denunciam grilagem de terras em SP e TO (foto: Marcelo Casal)

Cerca de 300 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informaram que vão cumprir a decisão judicial e deixar a área da Fazenda Santo Henrique, da empresa de suco de laranja Cutrale ocupada na manhã de ontem (31). Os Sem Terra denunciam a grilagem dos 2 mil e 600 hectares de terra pela empresa.

O movimento vai negociar com a Polícia Militar um prazo para a saída pacífica da área. A reintegração de posse foi determinada pelo juiz da 2ª Vara Cível de Lençóis Paulista, Mário Ramos dos Santos.

Há sete anos que a Fazenda Santo Henrique é objeto de ação reivindicatória por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No último dia 10 de julho, a Justiça Federal bloqueou a matrícula da fazenda por meio da Advocacia Geral da União.  O órgão federal alega que as terras são remanescentes de um antigo projeto de colonização federal, o Núcleo Colonial Monção, mas que foram ocupadas irregularmente.

Segundo Ana Carolina Mazin, da direção estadual do MST, a ocupação visa pressionar para que o processo tenha continuidade. O movimento reivindica que as terras sejam retomadas pela União, para que sejam retomadas em assentamentos de Reforma Agrária.

Também na quarta-feira (31), 150 famílias Sem Terra do acampamento Sebastião Bezerra, à 30 km de Palmas, em Tocantins, foram despejadas pela Polícia Militar, após mandato de reintegração de posse concedido pela justiça. Os Sem Terra denunciam que as áreas são públicas, mas foram tituladas de forma irregular pelo governo do estado e entregues à fazendeiros e especuladores em troca de votos e favores. (pulsar)

 

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