Em ato que questiona “elitização” do Maracanã, movimentos vão fazer o sepultamento do estádio antes de Flu X Vasco


Movimentos exigem anulação da privatização do Maracanã

Movimentos exigem anulação da privatização do Maracanã

Neste domingo, Fluminense e Vasco entram em campo para um jogo do campeonato brasileiro. Do lado de fora do Maracanã, no entanto, torcedores de todos os times cariocas vão se reunir para questionar as consequências da concessão do estádio à iniciativa privada.

Vestidos de preto, os manifestantes prometem ensaiar uma ‘via crúcis’ e o ‘sepultamento’ daquele que já foi o maior do mundo. A ideia é criticar os altos preços nos ingressos – que impedem a presença de torcedores mais pobres – e as mudanças na configuração espacial da área destinada ao torcedor, que segundo eles prejudicam a festa das torcidas.

Organizado pela Frente Nacional dos Torcedores – Rio (FNT-RJ) e pelo Comitê Popular da Copa, o ato exige a revisão da concessão do estádio à iniciativa privada e questiona as demolições que o consórcio Maracanã S/A pretende concluir no entorno. “Devolvam Meu Maraca”, diz a divulgação feita pela internet.

Para Raul Victor, da FNT-RJ, a percepção de muitos torcedores é de que o ‘velho’ estádio concebido por Mario Filho está ‘morto’. Raul explica, no entanto, que isso não quer dizer que os torcedores devem aceitar as imposições feitas pelo governo e pelo consórcio para o novo estádio. Ele lembra que “a luta agora é pela garantia de amplos setores populares, com ingressos a preços acessíveis e cadeiras removíveis, que garantiriam plenamente a mobilidade e a festa dos torcedores”.

A licitação do Maracanã é questionada em diversas ações na Justiça. Segundo o geógrafo Demian Castro, integrante do Comitê Popular da Copa, as “evidências de irregularidades justificam a revogação imediata da privatização do estádio”.

Demian afirma que a ameaça de demolição do Parque Aquático Julio Delamare, do Estádio de Atletismo Célio de Barros e da Escola Municipal Friedenreich, todos ao redor do estádio, representam “um símbolo de autoritarismo e uma vergonha ao país que pretende sediar uma Copa e uma Olimpíadas”. Demian lembrou ainda da expulsão dos indígenas do prédio do antigo Museu do Índio, em janeiro. (pulsar)

 

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