Digitalização do rádio pode criar rede de comunicação sem vigilância


Digitalização pode ser criar uma rede livre de compartilhamento (imagem: internet)

Digitalização pode ser criar uma rede livre de compartilhamento (imagem: internet)

A preocupação com a privacidade na rede é cada vez mais evidente nos últimos tempos. Enquanto o marco civil da internet vai ser debatido amanhã (7) em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, pouco se fala de uma alternativa à vigilância que também está em processo: a digitalização do rádio.

A iniciativa da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática de discutir o projeto de lei (PL 5403/01) se deve a denúncias do ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos EUA, Edward Snowden. Ele revelou à mídia que governo estadunidense monitora conversas telefônicas e transmissões na internet de cidadãos de diversos países, inclusive do Brasil.

No entanto, alternativas mais seguras de comunicação e  transmissão de dados já existem e outras estão sendo criadas. Rafael Diniz, pesquisador e representante do DRM Brasil, garante que o rádio digital permitiria a criação com uma nova rede de comunicações livre, sem a vigilância que hoje ocorre na internet.

Ele explica que, com a incorporação de uma tecnologia chamada Ginga, o rádio digital possibilitaria não só a transmissão de áudio, mas de outros conteúdos multimídia entre os usuários. No Brasil, dois padrões tecnológicos de rádio digital estão sendo testados pelo Ministério das Comunicações: o padrão europeu Digital Radio Mondiale, conhecido como DRM, e o estadunidense HD-Radio.

Mas essa inovação do rádio não significaria o fim de seu uso tradicional e isso, é claro, inclui a comunicação realizada pelas emissoras comunitárias e livres.  No entanto, Arthur William, representante da Amarc Brasil, aponta diversos problemas que a norma que regula as rádios comunitárias, a lei 9.612, pode causar às emissoras na transferência do analógico para o digital.

No país, a digitalização do rádio ainda é um assunto restrito a especialistas. Diante disso, entidades que lutam pela democratização da mídia demonstram preocupação e reivindicam a ampliação do debate para todos os setores sociais interessados em contribuir na decisão sobre o padrão tecnológico a ser adotado.

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