Coberturas alternativas das manifestações colocam em xeque práticas da mídia comercial


Manifestantes passaram a cobrir os protestos (foto: anonopsbrazil)

Manifestantes passaram a cobrir os protestos (foto: anonopsbrazil)

Nas  mobilizações sociais que têm tomado conta do país nos últimos meses, grupos de comunicação alternativos se proliferam com suas narrativas independentes em meio as multidões. Ao mesmo tempo, crescem  críticas sobre as más práticas da mídia tradicional.

Nas mãos dos próprios manifestantes, essas tecnologias possibilitaram que cada vez mais pessoas passassem a realizar coberturas dos protestos. Muitos telejornais, rádios e impressos criminalizam as manifestações, resumindo as ações dos ativistas à “baderna” e “vandalismo”. Contraditoriamente, informações e vídeos que correm pelas redes sociais apontam para a truculência e violência policial.

Esse movimento alimentou a luta de entidades da sociedade civil que já protestavam contra o monopólio e a manipulação de grandes empresas de mídia, como a Rede Globo, que passou a ser um dos principais alvos dos protestos.

No entanto, mesmo diante do crescimento das mídias alternativas, é importante ressaltar que a maior parte da população se informa pelos meios de comunicação mais tradicionais. Uma recente pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo (FPA) chamou a atenção para a porcentagem dos que se informam pela televisão: 93%. Já pelo no rádio, esse número corresponde a 79% dos entrevistados.

É por reconhecer a importância desses veículos que entidades que lutam pelo direito à comunicação lançaram a Campanha para Expressar a Liberdade, na busca pela implementação da Lei da Mídia Democrática. Essa é uma proposta de iniciativa popular para regular os setores de rádio e televisão no país.

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