Trump revoga duas décadas de diplomacia dos EUA e sugere Estado único para Israel e Palestina


Donald Trump, o novo presidente dos EUA (foto: reprodução)

Donald Trump, o novo presidente dos EUA (foto: reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tiveram nesta quarta-feira (15) em Washington, capital norte-americana, seu primeiro encontro bilateral. Em entrevista coletiva após a reunião, Trump afirmou que palestinos e israelenses terão que negociar diretamente um acordo de paz e que “ficará feliz” com qualquer solução alcançada entre as duas partes – inclusive a solução do Estado único.

Nas últimas décadas, os EUA e grande parte da comunidade internacional – como a ONU, a Liga Árabe, a União Europeia e a Rússia – têm apoiado a solução que consiste no estabelecimento de dois Estados – um judaico-israelense e um árabe-palestino, no limite territorial anterior a 1967 – independentes, soberanos e convivendo pacificamente.

Já a solução do Estado único pressupõe que palestinos e israelenses convivam pacificamente sob um único Estado, laico, que garanta a cidadania e os direitos de todos os seus habitantes, independentemente de sua origem, etnia ou religião.

O presidente norte-americano também pediu que o premiê “segure um pouco” o avanço dos assentamentos judaicos em território ocupado palestino, uma resposta às autorizações do governo israelense para a construção de pelo menos 5 mil novas casas em colônias israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Questionado sobre a solução de dois Estados, Netanyahu disse que prefere focar em “substância” e não em “rótulos”. De acordo com ele, há dois pré-requisitos para a paz: o primeiro é que os palestinos devem reconhecer o Estado judaico [de Israel] e o segundo é que, em qualquer acordo de paz, Israel deve manter o controle absoluto da segurança em toda a área a oeste do rio Jordão, o que inclui o território palestino. O primeiro-ministro destaca que Israel deve ficar com o controle total da segurança para evitar o surgimento de um Estado terrorista. (pulsar/opera mundi)

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