Ollanta Humala, ex-presidente do Peru, é preso por corrupção


Ex-presidente do Peru, Ollanta Humala (foto: reprodução)

Ex-presidente do Peru, Ollanta Humala (foto: reprodução)

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, com tendência centro-direita, considerou que seu país vive nesta sexta-feira (14) “um dia histórico e muito triste” após a prisão preventiva, na noite de quinta (13), de seu antecessor no cargo, Ollanta Humala (2011-2016) e sua esposa, Nadine Heredia, por corrupção. Pouco antes de ser preso, Humala disse que a detenção era uma confirmação de “abuso de poder’.

Kuczynski afirmou que a decisão do juiz Richard Concepción Carhuancho, de condenar a 18 meses de prisão preventiva o ex-presidente e sua mulher, constitui “um dia trágico para a família”. O atual presidente disse que a situação é “trágica e lamentável” também para a imagem pública do Peru, com três ex-presidentes com graves problemas com a Justiça, e defendeu a luta contra a corrupção do seu governo. 

Humala e Heredia foram presos na noite de quinta (13) em cumprimento a uma ordem de prisão preventiva por 18 meses, sob acusação de lavagem de dinheiro ao receber dinheiro por meio de caixa dois. O pedido de prisão preventiva de Humala foi feito a partir da delação de Marcelo Odebrecht, que afirmou ter destinado 3 milhões de reais para campanhas eleitorais do então candidato.

Logo após a sentença do juiz e quando estava a caminho do tribunal, Humala, que nega as acusações, se pronunciou no Twitter. Ele disse que essa sentença “é a confirmação do abuso de poder, que nós vamos enfrentar, em defesa de nossos direitos e dos direitos de todos”.

Heredia, ex-presidente do centro-esquerdista Partido Nacionalista Peruano, hoje liderado por seu marido, também se manifestou. Ela afirmou em sua rede social que“Apesar da arbitrariedade, estamos aqui, confiamos que esta decisão será revertida, por se tratar de justiça”.

A defesa do casal recorreu da medida tomada após uma audiência que durou cinco horas, em que o juiz apresentou seus argumentos para aceitar o pedido de prisão preventiva contra o casal. Ele afirmou que convergiram diversos critérios, como a gravidade da pena e a quantidade dos danos causados, que justificaram a decisão, que ele classificou como “idônea e necessária”, bem como “proporcional” aos crimes praticados. (pulsar/opera mundi)

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