Honduras: policiais se negam a reprimir protestos e cobram respeito às urnas


Cobras se negaram a impor toque de recolher: "somos povo e não podemos estar matando o próprio povo". (reprodução twitter)

Cobras se negaram a impor toque de recolher: “somos povo e não podemos estar matando o próprio povo”. (reprodução twitter)

Grupos de policiais de Honduras se negaram, no início da madrugada desta terça-feira (5), a reprimir manifestações populares contra as possíveis fraudes no processo eleitoral do país. O presidente Juan Orlando Hernández foi anunciado como vencedor, mas o pleito é contestado pelo candidato de oposição Salvador Nasralla, da Aliança de Oposição contra a Ditadura.

Os policiais pediram ao governo que busque a melhor saída para o conflito no país. O comunicado divulgado pelos policiais pede que se recupere a paz e a tranquilidade para o povo o mais rápido possível.

Já à TV, um porta-voz do grupo disse que o movimento é para manifestar ‘inconformidade com o que está passando a nível nacional”, segundo a BBC. “Nós somos povo e não podemos estar matando o próprio povo, nós também temos família,” disse o representante.

Por sua vez, membros do esquadrão Cobras, grupo especial antimotins, apoiados também por agentes policiais preventivos, saíram de suas barracas no norte de Tegucigalpa e se recusaram a reprimir manifestantes que não estivessem cumprindo o toque de recolher determinado pelo governo.

Em comunicado lido a emissoras de TV hondurenhas, os  membros do esquadrão de elite também pediram uma solução para a crise política. (pulsar/rba)

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