Governo Trump endurece política migratória e amplia deportações de estrangeiros em situação irregular nos EUA


Mudança las leis imigratórias nos EUA geram protesto (foto: BRYAN R. SMITH/AFP/JC - Jornal do Comércio )

Mudança las leis imigratórias nos EUA geram protesto (foto: BRYAN R. SMITH/AFP/JC – Jornal do Comércio )

O governo do presidente Donald Trump anunciou nesta terça-feira (21/02) o endurecimento de medidas contra imigrantes sem documentos, em comunicado divulgado pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos. Entre as medidas anunciadas, estão a contratação de 15 mil agentes e a ampliação de deportações.

Deportações “expressas” serão autorizadas para quem não conseguir comprovar que vive nos EUA de forma contínua por pelo menos dois anos, segundo o texto que detalha o processo de implementação das ordens executivas de Trump assinadas em janeiro. Antes, o procedimento de deportação imediata era reservado apenas a estrangeiros sem documentos detidos a menos de 160 quilômetros da fronteira e que estivessem há menos de duas semanas no país. Com a mudança, os imigrantes poderão ser mandados de volta a seu país sem passar por todo o processo legal, com audiências e o trâmite normal em tribunais.

Além disso, estarão sujeitos à deportação qualquer estrangeiro em situação irregular que tenha cometido qualquer tipo de crime, medida reservada anteriormente somente a indocumentados acusados de delitos graves. A mudança em relação às diretrizes do governo de Barack Obama, que ordenava não deportar com base em violações menores da lei, como dirigir sem licença ou com faróis apagados, atinge cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentos no país.

No documento, o secretário de Segurança Nacional, John Kelly, justifica que “o auge da imigração ilegal no sul sobrecarregou as agências e os recursos federais e criou uma significativa vulnerabilidade na segurança nacional”. Além dos condenados criminalmente, a política de Trump também prevê a deportação dos imigrantes que tenham “abusado” de benefícios públicos ou que, “de acordo com um agente federal, possam representar risco para a segurança do país”, diz o documento do Departamento de Segurança Interna.(pulsar/opera mundi)

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