Cuba condena ataque dos EUA contra Síria e diz que ‘ação ilegal de força’ intensifica conflito na região


Bandeira de Cuba (foto: pixabay)

Bandeira de Cuba (foto: pixabay)

O governo de Cuba expressou nesta sexta-feira (07) “enérgica condenação” ao “ataque unilateral” dos Estados Unidos contra uma base aérea síria na província de Homs.

Em comunicado assinado pelo vice-ministro de Relações Exteriores de Cuba, Rogelio Sierra Díaz, o governo cubano classificou o bombardeio dos EUA como uma “ação ilegal de força” que “constitui uma grave e flagrante violação da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional”.

Para Cuba, trata-se também de “um atropelo contra um Estado soberano” que “intensifica o conflito neste país [Síria] e na região, e afasta o sucesso de uma solução negociada”.

Havana também “rechaça firmemente o emprego de armas químicas por qualquer ator e em qualquer circunstância”, em referência ao suposto ataque químico realizado na terça-feira (04) na província de Idlib, que deixou mais de 70 mortos e que, segundo o governo cubano, foi usado como “pretexto” por Washington para atacar a base aérea síria.

No comunicado, o governo cubano destacou que “não é admissível a designação de responsabilidades” enquanto a Organização para a Proibição de Armas Químicas não tenha realizado “uma investigação imparcial, objetiva, transparente e despolitizada sobre o caso” e enquanto a organização não se pronuncie, diz Cuba.

O vice ministro ainda disse expressar condolências pela perda de vidas, inclusive de crianças, ocorridas na Síria como consequência desta e de outras agressões. (pulsar/opera mundi)

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