Cristina Kirchner é eleita senadora e comanda oposição a Macri


Grupo da ex-presidenta Cristina Kirchner desponta como "principal força opositora" contra o neoliberalismo de Macri (foto: Unidad Ciudadana)

Grupo da ex-presidenta Cristina Kirchner desponta como “principal força opositora” contra o neoliberalismo de Macri (foto: Unidad Ciudadana)

A ex-presidenta Cristina Kirchner ficou em segundo lugar nas eleições legislativas argentinas de domingo (22) e garantiu uma das vagas para o Senado. Ao reconhecer a derrota para o candidato governista, o ex-ministro da Educação Esteban Bullrich, Cristina afirmou que agora o seu grupo político, a Unidade Cidadã (UC), se tornou a principal força de oposição à administração do presidente Mauricio Macri.

Com 98 por cento dos votos apurados, Bullrich lidera o pleito com 41,35 por cento dos votos. Cristina registra 37,27 por cento. Em terceiro, também eleito, ficou Sergio Massa, com 11,33 por cento. Os candidatos Florencio Randazzo e Néstor Pitrola, da Frente Justicialista e Frente da Esquerda dos Trabalhadores (FIT), ficaram com 5,30 por cento e 4,75 por cento dos votos, respectivamente.

Cristina disse que a UC chegou para ficar e deverá servir de base para a fundação de uma nova oposição, mas, em discurso, pediu união com as outras forças que se opõem ao macrismo.

O presidente Macri também comemorou o resultado das eleições, com a sua coalizão governista de centro-direita Cambiemos (Mudemos) como a mais votada nos cinco principais distritos do país.

Nos últimos dois anos, ele governou com minoria no Congresso e, com essa eleição, sai fortalecido para implementar sua política de abertura econômica e, dependendo dos resultados, se candidatar à reeleição em 2019. Ainda assim, o governo é minoria no Congresso, e ficará com 25 dos 72 senadores e 108 dos 257 deputados. (pulsar/rba)

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