Voto de mulheres e negros pode ser determinante nas eleições deste ano


(foto: Hallyson Bysmarck)

(foto: Hallyson Bysmarck)

Pela primeira vez nas eleições diretas para a presidência do Brasil, as eleitoras superam os homens em seis milhões de pessoas em todo o país. Além disso, a população negra e parda também é maioria no eleitorado brasileiro. As informações são destaque na análise intitulada “Gênero e raça nas eleições presidenciais de 2014: a força do voto de mulheres e negros”, publicada pelo Instituto Patrícia Galvão.

De acordo com o estudo, que foi baseado em dados levantados pelos institutos de pesquisa Ibope e Datafolha, o eleitorado feminino é maior desde o ano 2000, mas o peso este ano é inédito, são mais de 74 milhões de votantes mulheres para pouco mais de 68 milhões de votantes masculinos. Entre os entrevistados nas pesquisas, negros ou pardos representam 55 por cento dos eleitores brasileiros, declaram-se brancos outros 44 por cento da população e um por cento amarelos.

Segundo a socióloga e especialista em pesquisa de opinião, Fátima Pacheco Jordão, coordenadora do estudo, o processo de amadurecimento da escolha eleitoral tem um recorte de gênero e perpassa a geografia, a escolaridade e os ciclos de vida do eleitorado. Já com relação à mudança no peso do eleitorado negro, Fátima acredita que isso revela que a população brasileira cada vez mais se reconhece na sua identidade racial.

Para a socióloga, o eleitorado feminino tende a demorar na decisão do voto, o que pode influenciar no curso das eleições, como na geração de um segundo turno de votação. Quanto à população negra, Fátima afirma que este eleitorado crescente pode influir na nas peças de campanhas publicitárias eleitorais, mas ainda sem levantar questões sobre o racismo propriamente dito. (pulsar/adital)

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