Um terço dos medicamentos comercializados no Brasil é falso


Pílulas falsas contra disfunção erétil estão entre as mais apreendidas.
(foto:ipiau)

Somente em janeiro, a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) apreendeu, proibiu a venda e destruiu lotes falsificados do hormônio do crescimento Hormotrop, do esteróide Durateston, do antianêmico Hemogenin, além do Viagra e do Cialis, ambos contra a disfunção erétil.

Com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) estima que um terço dos medicamentos vendidos no Brasil é falsificado. Estes produtos tiveram fórmulas ou datas de validade adulteradas em locais clandestinos e causam risco à saúde. A falsificação de medicamentos é crime no Brasil, que pode ser punido com até 15 anos de prisão.

Segundo dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), que reúne os maiores laboratórios, em 2008 foram apreendidas 500 mil unidades de medicamentos falsos. Em 2010, o número subiu para 18 milhões.

Em nota, a Anvisa afirmou monitora a venda de produtos irregulares pela internet, que já levou ao fechamento de laboratórios e distribuidoras de medicamentos ilegais, a apreensão de toneladas de produtos irregulares, além de prisões, autos de infrações e notificações.

Sancionada há quatro anos, a Lei 11903 determina o rastreamento de todos os medicamentos no país por meio de sistema de identificação com uso de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. Pela norma, que até o momento não foi aplicada em sua totalidade, a Anvisa tem de desenvolver e aplicar o Sistema de Controle de Medicamentos, o que ainda está em debate. (pulsar/brasilatual)

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