Um ano de mais retrocessos e muita luta e resistência pela frente


(imagem: reprodução)

Eleições, avanço da extrema direita, retrocessos, perda de direitos, violência, ameaças, criminalização dos movimentos sociais, resistência. O ano do assassinato de Marielle Franco (PSOL) é o mesmo ano da eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como próximo presidente do Brasil. Dois mil e dezoito manteve as estruturas do golpe de 2016 e trouxe para os próximos quatro anos um cenário ainda incerto, mas muito preocupante.

O ano está chegando ao fim e os assassinos da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes continuam desconhecidos. O ex-presidente Lula permanece sem liberdade e é reconhecido internacionalmente como preso político.

Apesar da grande mobilização do #elenão por todo o país, Bolsonaro conseguiu se eleger e inaugurou no Brasil uma nova maneira de se fazer política, baseada não só nas redes sociais, mas na disseminação de fake news sobre seus adversários. A forma como seu governo vem se desenhando já aponta desmontes das instituições públicas, da comunicação pública, de ministérios importantes e de direitos. Além disso, a confirmação de Sérgio Moro como ministro da Justiça é um alerta ao próprio funcionamento do Judiciário brasileiro.

Michel Temer (MDB) deixa a presidência com mais uma denúncia de corrupção e a família Bolsonaro já enfrenta as suas também, principalmente Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo Rio de Janeiro.

A Comissão Especial sobre o Projeto de Lei 7180/14, o chamado projeto “Escola Sem Partido”, cancelou mais uma vez a votação em dezembro em razão da falta de quórum. O fim dos trabalhos da sessão em 2018 sem aprovação da PL foi comemorado pelos parlamentares do campo progressista, que travam uma verdadeira batalha para evitar que a censura e a mordaça voltem às escolas.

O que vem pela frente é muita luta e resistência, o que já faz parte da vida de defensores e defensoras dos direitos humanos e dos movimentos sociais. Ainda não se sabe quais serão de fato os retrocessos concretizados, mas já se sabe que o campo progressista precisa estar unido e fortalecido não só para barrar o que for preciso, mas também para avançar.

A equipe da Pulsar Brasil deseja a todxs um bom Natal e um Feliz Ano Novo!

Retomaremos as atividades no dia 7 de janeiro. (pulsar)

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