UERJ fecha as portas por tempo indeterminado


(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) está de portas fechadas por tempo indeterminado. Além de a reitoria não ter qualquer previsão de quando o primeiro semestre letivo deste ano será iniciado, professores e servidores iniciaram greve na última semana.

O reitor, Ruy Garcia Marques, informou em nota que não há condições de retomar as aulas por causa do atraso nos salários de funcionários e nos pagamentos das bolsas para estudantes. Ao todo, já são dois mil e 600 professores, cinco mil e 800 funcionários administrativos e cerca de oito mil alunos cotistas sem pagamento. A maioria não tem como bancar a locomoção até a universidade.

A professora Stela Guedes Caputo está incluída nesse grupo. Sem receber seu salário há três meses, assim como todos os funcionários da UERJ, ela está com com conta bancária zerada. Como protesto, publicou o extrato de sua conta no Facebook. A publicação já teve mais de mil e 500 compartilhamentos. Ela conta que a última vez que recebeu em dia foi em fevereiro de 2016. Desde então foram muitos atrasos até chegar no cenário atual de sequestro dos salários.

Ao contrário do que muitos pensam, a paralisação das atividades da UERJ atinge não só estudantes, servidores e professores, mas também a população carioca como um todo. Segundo o último Data UERJ, a universidade tem cerca de 145 projetos de extensão em funcionamento, que atendem mais de 255 mil pessoas. Os projetos vão desde atividades destinadas à terceira idade, curso de idiomas, assistência psicológica e oficinas de saberes do corpo e da saúde. Todos estão paralisados por tempo indeterminado.

Além dos projetos de extensão, os principais serviços prestados pela universidade acontecem no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE). O hospital está funcionando muito abaixo de sua capacidade desde o ano passado. Segundo estimativas da direção do hospital, das dez mil cirurgias que poderiam ser feitas, apenas três mil serão realizadas neste ano. Além disso, apenas 160 dos 350 leitos estão sendo utilizados. (pulsar/brasil de fato)

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