Trabalho precário limita a autonomia das mulheres


Mulheres trabalham como costureiras (foto: reprodução)

Mulheres trabalham como costureiras (foto: reprodução)

Estudo realizado pela ONG SOS Corpo – Instituto Feminino para a Democracia confirma que as mulheres ainda estão longe de ter efetiva autonomia financeira. Três regiões analisadas, nos estados de São Paulo, Pará e Pernambuco, mostraram que muitas até conseguem tirar o sustento mas não têm tempo pra usufruir desse dinheiro, por conta da dupla e até tripla jornada, quando somam mais de um trabalho com os cuidados com a casa e a família.

Apesar do trabalho precarizado, a pesquisa mostra que as mulheres se sentem realizadas por terem um emprego. O estudo foi discutido na última segunda-feira (10) em encontro de dirigentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), em São Paulo, que apontaram o desafio de levar formação política às trabalhadoras para que aprendam a lutar coletivamente por seus direitos.

Na região metropolitana de São Paulo, por exemplo, é crescente o número de mulheres formalmente empregadas na construção civil. Entretanto, elas não conseguem passar de assistentes de pedreiro, por mais qualificação que tenham.

No Pará, no polo industrial de Barcarena, os homens trabalham em siderúrgicas protegidos por roupas especiais para não serem contaminados por produtos altamente tóxicos. Já as mulheres são contratadas informalmente para lavar os uniformes deles sem proteção nenhuma.

No polo de confecções de Toritama, em Pernambuco, mais de 80 por cento das mulheres trabalham como costureiras em casa, informalmente, ganham um valor baixo por peça de roupa produzida e têm jornadas extensas de trabalho para conseguirem contribuir com a renda familiar.

Outro ponto em comum entre as trabalhadoras das três regiões pesquisadas é que todas cuidam da casa e dos filhos e, por isso, dormem muito pouco, estão sempre exauridas e não têm tempo para o lazer. (pulsar/rba)

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