Temer toma Agência Brasil e enterra comunicação pública


(foto: Lula Marques)

(foto: Lula Marques)

Trabalhadores da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), jornalistas independentes, professores e intelectuais e ativistas do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) manifestaram perplexidade com a transformação da Agência Brasil em produtora de conteúdo exclusivamente estatal.

Os profissionais da EBC marcaram plenárias para esta sexta-feira (27), em que irão discutir formas de resistência a novas mudanças propostas pelo governo de Michel Temer (MDB) ao trabalho da empresa. Na última quarta (25), manifestações de trabalhadores e trabalhadoras ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, em protesto contra a aprovação de um novo planejamento estratégico de gestão que, entre outras medidas, prevê que as equipes de jornalismo poderão produzir reportagens apenas sobre atos oficiais do governo.

Um dos braços da empresa pública criada no governo Lula com objetivo de produzir jornalismo em todas as áreas de interesse social, a agência perde, por essa decisão do conselho de administração da empresa, seu caráter público e se transforma em “assessoria de imprensa” do governo.

Orientada desde sua criação a cobrir de maneira imparcial e independente os fatos mais relevantes do cotidiano do país e internacional – nas áreas de cultura, ciência, educação, política, economia, cidades, trabalho entre outros assuntos – a Agência Brasil serviu como instrumento de oferta de conteúdo, inclusive imagens, para consumidores e veículos de comunicação com menores condições de alcançar uma vasto leque de produção própria. Ganhou credibilidade e respeito como ferramenta de democratização do acesso à informação.

Depois do golpe de 2016, a empresa vem sendo sucateada, profissionais críticos à nova gestão passaram a ser perseguidos e o conselho de representantes da sociedade, criado para assegurar o caráter público e a pluralidade da produção da EBC, foi desmontado. As entidades de jornalistas estudam medidas jurídicas contra a decisão da gestão do atual presidente, Laerte Rímoli, por afrontar a legislação que criou a Empresa Pública de Comunicação. (pulsar)

*Com informações da RBA e Brasil de Fato

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