Sindicato dos Jornalistas alerta para a falta de segurança para o exercício profissional


(foto: bbc brasil)

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Em entrevista a Agência Brasil, o Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, responsabilizou a omissão do Estado pelo ocorrido com o cinegrafista Santiago Andrade. De acordo com a presidenta da entidade, Paula Mairán, é serviço do Estado fiscalizar os canais de tevê, que são serviços públicos e assegurar a proteção dos jornalistas.

Além do Estado, Mairán responsabilizou também a emissora. Segundo a presidenta do sindicato, a Bandeirantes também deve ser responsabilizada pelo ocorrido, pois não forneceu equipamento de segurança para o profissional.  Mairán lembrou que, desde 2013, o sindicato denuncia agressão a jornalistas em protestos e identificou 49 vítimas. Um documento com todos os casos chamando atenção para o problema foi entregue aos órgãos legislativos e à Secretaria de Segurança Pública do Rio, uma vez que boa parte dos agressores é formada por policial.

De acordo com a Agência Brasil, a polícia civil está com duas linhas periciais no caso do cinegrafista. No primeiro caminho, os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) receberão todas as imagens coletadas, inclusive as feitas por emissoras de televisão. O objetivo é traçar um desenho que conste onde estava o cinegrafista e a trajetória que o o artefato fez antes de atingi-lo. Na segunda linha de investigação, os peritos pretendem analisar a roupa que Santiago usava para verificar os fragmentos do explosivo que o atingiu. 

O cinegrafista Santiago Andrade, da tevê Bandeirantes, foi atingido por um artefato explosivo durante as manifestações de quinta-feira (06) contra o aumento das passagens no Rio de Janeiro. Santiago segue internado em estado grave no Hospital Souza Aguiar. (púlsar)

*Com informações da Agência Brasil

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