Santa Marta luta contra as remoções no Rio de Janeiro


Remoções preocupam moradores das favelas cariocas (foto: reprodução)

Remoções preocupam moradores das favelas cariocas (foto: reprodução)

Às vésperas da Copa do Mundo e das Olímpiadas, a tentativa de modernização das favelas do Rio de Janeiro tem destaque internacional. Na parte mais alta da favela Santa Marta, conhecida como “Pico”, os moradores sofrem com a ameaça de remoção. O caso foi publicado no blog Poverty Matters, do jornal The Guardian.

Ativistas argumentam que essa deveria ser uma oportunidade para se considerar as comunidades um modelo permanente de habitação acessível. Segundo dados da ONU, até 2050, um terço da população mundial viverá em assentamentos informais. Porém, a visão do poder público é diferente. A prefeitura do Rio afirma que o “Pico” é uma área de risco de deslizamentos, o que tem sido usado para justificar os despejos. Os moradores discordam da avaliação da prefeitura e cerca de 150 famílias lutam contra a remoção.

De acordo com Theresa Williamson, urbanista britânico-brasileira e diretora da ONG Comunidades Catalisadoras, nenhum assentamento informal no mundo é mais estigmatizado do que as favelas do Rio de Janeiro. Para ela, as favelas poderiam oferecer um modelo em meio à crescente necessidade de habitação a preços acessíveis em todo o mundo.

Charles Heck, acadêmico norte-americano e ex-morador do Santa Marta, pesquisa o remapeamento de favelas da cidade, e afirma que depois da UPP, a urbanização tem se concentrado principalmente em títulos de terras e em novos negócios, em vez de saúde, saneamento, educação e outras infraestruturas. (pulsar)

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