Sacos fúnebres são levados ao Comitê Organizador da Olimpíada em ato contra violência policial no Rio


(foto: AI)

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Ativistas da Anistia Internacional realizaram na manhã desta quarta-feira (27) um ato simbólico e pacífico em frente a sede do Comitê Organizador da Olimpíada, no centro do Rio. Quarenta sacos fúnebres, representando o total de mortos pela polícia na cidade no último mês de maio foram dispostos na calçada. Além disso, um ofício foi protocolado informando que mais de 120 mil pessoas de mais de 15 países já assinaram uma petição internacional por uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos. As mortes registradas em maio representam um aumento de 135 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

O Comitê Organizador Local (COL) integra a Comissão de Segurança para a Rio 2016. Juntamente com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça, o COL responde pelas operações de segurança pública relativas ao período pré, durante e pós Jogos.

Desde o final de abril, a Anistia Internacional vem alertando sobre o aumento dos riscos de violações de direitos humanos no contexto da Olimpíada, como já ocorreu em outros megaeventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos PanAmericanos de 2007. No ano da Copa, os homicídios cometidos pela polícia aumentaram 40 por cento no estado do Rio de Janeiro. Desde 2009, quando o Rio se tornou sede da Olimpíada 2016, mais de duas mil e 600 pessoas foram mortas pela polícia na cidade.

A campanha da Anistia Internacional, que segue até o final dos Jogos, reivindica que os membros da Comissão de Segurança da Rio 2016 previnam o uso desnecessário e excessivo da força pela polícia e pelas forças armadas; evitem violações de direitos humanos em operações policiais, especialmente em áreas de favelas e periferias; estabeleçam mecanismos de total responsabilização para eventuais violações dos diretos humanos praticadas por agentes da segurança pública; investiguem e levem à justiça os responsáveis por violações dos direitos humanos; garantam os direitos à liberdade de expressão e manifestação; e forneçam total apoio às vítimas e seus familiares. (pulsar/anistia internacional)

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