Ruralistas tentam derrubar “lista suja” do trabalho escravo


(foto: Marco Teixeira)

(foto: Marco Teixeira)

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a relação de empregadores flagrados com trabalho escravo, a chamada “lista suja” da escravidão. Para Luiz Machado, coordenador do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da Organização Internacional do Trabalho (OIT), apesar da comemoração de hoje (13) da assinatura da Lei Áurea no Brasil, a escravidão ainda é uma realidade no país.

De acordo com Luiz Machado, o trabalho forçado vem aumento no Brasil e o país precisa avançar muito para acabar com a escravidão contemporânea, que pode ser ainda mais brutal se comparada à escravidão colonial.

O cadastro oficial serve de base para as empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que se comprometem a não travar relações comerciais com empregadores flagrados com escravos, e também para bancos públicos, que usam a tabela como referência para concessão de créditos.

A Ação, protocolada no dia 24 de abril deste ano, é criticada por autoridades envolvidas no combate à escravidão e representantes de organizações, empresas, movimentos sociais e até mesmo produtores rurais. A CNA é presidida pela senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que é integrante da Frente Parlamentar de Agropecuária, a Bancada Ruralista, e tem interesse direto na questão. (pulsar/rba)

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