Rio se prepara para as Olimpíadas, mas atletas não têm onde treinar


(foto: reprodução)

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A um ano das Olimpíadas do Rio de Janeiro, dois dos principais aparelhos esportivos do Brasil, fechados para a Copa do Mundo de 2014, até hoje não foram reabertos. Com o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros fechados, muitos atletas estão sem condições de treinar na cidade.

Aos atletas, resta buscar outros locais de treinamento ou sair do estado para ter rendimento físico na disputa por medalhas. Com 24 anos de idade, Uhuru Figueira Rocha, do atletismo, precisou improvisar. Ela conta que por enquanto treina no estádio do Engenhão, mesmo sem ter a pista, mas que isso aumenta o risco de ter uma inflamação nos ossos.

Único estádio de atletismo do estado, o Célio de Barros foi fechado em março de 2013 e pegou muita gente desprevenida. Do centro esportivo que hoje está abandonado, sobrou apenas a arquibancada. O resto foi coberto de cimento e atualmente serve de estacionamento para o estádio do Maracanã.

Sem funcionar desde maio de 2014, o Parque Aquático Julio Delamare deixou mais que atletas sem espaço para treinar. O fechamento dos portões paralisou diversos projetos que atendiam idosos, crianças, pessoas portadoras de deficiência e demais praticantes de atividades físicas.

Rosângela Passos, de 50 anos, fazia natação e hidroginástica na piscina do Julio Delamare. Para ela, as olimpíadas trouxeram um legado de dor e o que mais vai marcar são as perdas e não as vitórias que podem ser  conquistadas. (pulsar/brasil de fato)

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