No 1º de maio, ato no Rio de Janeiro lembra que ‘o Maraca e a cidade são dos trabalhadores’


Ato critica venda da cidade em nome dos megaeventos esportivos. Foto: Comitê Popular Rio.

Neste feriado de 1º de maio, Dia do Trabalhador, a cidade do Rio de Janeiro terá, entre outras atividades, uma caminhada até o Complexo do Maracanã, um dos maiores símbolos do país. O ato acontece diante da licitação para privatizar o estádio.

A segunda fase deste processo foi concluída pelo governo fluminense nesta segunda-feira (29). O consórcio formado pela Odebrecht, IMX Venues e Arena, e AEG Administração de Estádios do Brasil obteve vantagem de 3,8 pontos em relação ao segundo habilitado na concorrência.

De acordo com informações da Agência Brasil, a próxima etapa será a abertura da documentação da licitante melhor classificada. Somente após o julgamento dos dados e esgotada a fase de recursos, será anunciado o vencedor da licitação.

Movimentos sociais, organizações, diretórios estudantis, sindicatos e associações apontam que o Maracanã está sendo vendido “a preço de banana em um processo arbitrário e cheio de irregularidades”.

Denunciam que não há sustentabilidade econômica na proposta de privatização, já que, ao final dos 35 anos de concessão, apenas 16,5% do investimento público feito desde 1999 no Maracanã voltaria ao cofres do Estado. Além do estádio, criticam os governos municipal e estadual do Rio por “venderem a cidade”como um todo em nome da Copa e das Olimpíadas. E afirmam que direitos fundamentais “estão sendo reduzidos a negócios lucrativos”.

A concentração para este ato no marco do Dia do Trabalhador está marcada para às 10h, na praça Afonso Pena, na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. A manifestação também abordará pontos de âmbito federal. Entre eles, o repúdio à venda de portos, aeroportos e das telecomunicações; à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh); e aos leilões do petróleo. (pulsar)

Ouça:

Gustavo Mehl, do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, afirma que direitos dos trabalhadores estão sendo reduzidos a negócios.

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