Retrocesso político do governo Temer atinge povos originários


(foto: MPF-MS)

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Nesta terça-feira (17), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), uma das principais organizações na luta em defesa dos povos indígenas, divulgou uma nota mostrando preocupação com as restrições de direitos implementadas pelo governo interino de Michel Temer.

Na carta, divulgada no site da instituição, o Cimi destaca que ‘os setores econômicos vinculados ao ruralismo agroexportador não se contentaram em contribuir para que o governo Dilma seja o que menos demarcou terras indígenas desde a ditadura militar’.

A organização entende que Michel Temer atenderá ainda mais os interesses financeiros dos conglomerados empresariais representados pela bancada do agronegócio. A nota destaca que apesar dos atos administrativos de demarcação de terras indígenas  serem ‘tardios e insuficientes’, eles reconhecem aos povos originários o direito fundamental às suas terras.

O Cimi ainda se solidariza com a população quilombola que teve a atribuição da titulação de terras retirada do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e entregue ao novo Ministério da Educação e Cultura (MEC), que tem como ministro, o deputado federal José Mendonça Bezerra Filho (DEM-PE).

A nomeação de um integrante do Democratas para a pasta é vista como uma afronta pelos defensores da democratização do acesso à Educação e pelo movimento negro. O DEM é conhecido como o partido que entrou com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra as cotas raciais e o decreto de regularização quilombola. (pulsar)

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