Repressão às rádios comunitárias e livres pode aumentar com a Copa do Mundo


(foto: blog rádio muda)

(foto: blog rádio muda)

Representantes do Movimento de Rádios Livres e Comunitárias alegam que o fechamento da tradicional Rádio Muda na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no último domingo (23), pode ter ocorrido devido à proximidade da Copa do Mundo.

Para Pedro Martins, representante nacional da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC), existe uma falta de democracia nos meios de comunicação no Brasil que não privilegiam uma diversidade de vozes no espectro eletromagnético. Segundo Martins, a Rádio Muda é um exemplo da resistência das rádios livres no país diante de um plano do governo que favorece muito mais a mídia corporativa.

De acordo com o Observatório do Direito à Comunicação, um levantamento publicado em 2010 pela Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) revelou que 471 entidades na região de Campinas buscavam o reconhecimento do serviço de radiodifusão. Dessas rádios, 51% estavam com o processo arquivado, 9% em andamento e 27% aguardando aviso de habilitação.

Pedro acredita que a dificuldade para conseguir a outorga de funcionamento para as rádios livres e comunitárias tende a piorar no período que precede a Copa do Mundo. O representante nacional da AMARC destaca que no mês de fevereiro uma carta foi enviada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) as associações de rádios comunitárias de todo o Brasil informando que a fiscalização as rádios comunitárias será reforçada no período do mundial.

O caso da Rádio Muda pode ser o primeiro atingido pela nova conduta da Anatel diante da Copa do Mundo. A Muda, como é conhecida no Campus da Unicamp, ligou novamente o seu transmissor na segunda-feira (24). A rádio funciona diariamente há trinta anos na torre da caixa d´água da universidade. (pulsar)

Audios:

Faça um comentário

70 − = 68