“Reorientação sexual” é mais um exemplo da onda conservadora no Brasil


(charge: Latuff)

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Uma avalanche de retrocessos. Esse é o cenário brasileiro nos últimos tempos. Em meio a esta onda conservadora, neste mês de setembro uma decisão da Justiça do Distrito Federal preocupou o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a comunidade LGBT: a possibilidade do uso de terapias de “reversão sexual”. Para entender um pouco mais sobre os riscos da nova interpretação da Resolução CFP n° 01/99, a Pulsar Brasil conversou com a psicóloga Clara Ribeiro, que atua na área da educação.

De acordo com o Conselho, a Justiça acatou parcialmente o pedido liminar de uma ação popular de psicólogos que dá margem para o uso de terapias em busca da reorientação sexual. O órgão acredita que a liminar coloca em risco um princípio básico: a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão.

De acordo com Clara Ribeiro, não existe atualmente embasamento científico que justifique qualquer tratamento nesse sentido. Ela ainda aponta o caráter heteronormativo da liminar, que pressupõe uma única forma de sexualidade como a correta.

Um outro ponto importante na discussão é o risco de aumento da violência contra a população LGBT a partir dessa decisão, com o aumento do preconceito e da homofobia por exemplo. Ribeiro acredita que há grandes chances de que o cenário atual de violência piore.

Um dos argumentos de quem defende a liminar é garantia de que se possa realizar pesquisas científicas no campo da sexualidade, algo que não é impedido pela Resolução CFP n° 01/99. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) já está recorrendo contra a liminar na Justiça do Distrito Feferal. (pulsar)

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