Relatório da Defensoria aponta que policiais estupraram meninas durante a intervenção


(foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do Rio de Janeiro divulgou no relatório parcial “Circuito de Favelas por Direitos” relatos que registram violações por parte das Forças Armadas durante a intervenção militar no estado. Dentre as denúncias de moradores há relatos de invasões das casas, agressões físicas, abordagens violentas e até mesmo estupro. Em outubro completam oito meses da intervenção.

O pesquisadores da Ouvidoria visitaram 15 comunidades da cidade do Rio e mapearam 30 tipos diferentes de violações que foram divididas em cinco pontos: abordagem, letalidade provocada pelo Estado, operação policial, violação em domicílio e impactos. A pesquisa foi feita no marco dos cinco primeiros meses da intervenção e deve continuar.

Uma das denúncias mais graves do relatório parcial são os casos de estupros. “Eles entraram numa casa que era ocupada pelo tráfico. Lá tinham dois garotos e três meninas. As meninas eram namoradas de traficantes. Era pra todo mundo ser preso, mas o que aconteceu é que os policiais ficaram horas na casa, estupraram as três meninas e espancaram os garotos. Isso não pode estar certo”, relata um morador no documento.

Outros casos de abuso sexual também estão presentes, como o de uma adolescente que foi revistada por PMs homens, o que contraria o artigo 249 do Código de Processo Penal, que indica que esse tipo de abordagem deve ser feita por uma policial mulher. (pulsar/brasil de fato)

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