Relatório aponta violações contra comunicadores em 2017 e preocupação para 2018


(imagem: reprodução)

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Vinte e sete violações, sendo 21 ameaças de morte, quatro tentativas de assassinato e dois homicídios. Estes são os números do Relatório “Violações à Liberdade de Expressão – 2017”, estudo anual da Artigo 19, que registra e analisa as graves violações cometidas contra comunicadores e comunicadoras no Brasil. Para saber mais sobre o relatório e o panorama do País, a Pulsar Brasil conversou com Thiago Firbida, assessor de projeto do programa de Proteção e Segurança da organização não-governamental, que atua em defesa da liberdade de expressão.

De acordo com Thiago Firbida, o cenário de violações permanece o mesmo dos últimos anos. Entre as vítimas, blogueiros e radialistas comunitários são os mais atingidos.

Quando a questão é regional, Nordeste e Sudeste se destacam, e principalmente o estado do Ceará, com sete casos. O Nordeste ocupa a primeira posição no ranking de violações.

De acordo com o assessor da Artigo 19, os casos normalmente acontecem em cidades com menos de 100 mil habitantes. Ele lembra, que 35 por cento da população brasileira vive em cidades que não possuem jornal local e a cobertura se dá por veículos e comunicadores independentes, que acabam ficando muito vulneráveis ao fazerem denúncias sobre os desmandos e irregularidades.

Entre os autores e mandantes dos crimes, Thiago Firbida aponta que 70 por cento são agentes do Estado, como políticos e policiais. Sobre 2018, um ano eleitoral, ele afirma que o cenário é preocupante. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, já foram registrados dois homicídios e quatro tentativas de assassinato, o mesmo número de todo o ano de 2017. (pulsar)

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