Reforma trabalhista: concorrência desmedida ‘tira o sono’ dos trabalhadores


(ilustração: Vitor Teixeira)

(ilustração: Vitor Teixeira)

As mudanças na legislação trabalhista e as novas formas de contratação – como a terceirização, o teletrabalho, o trabalho temporário e intermitente – devem levar ao aumento da informalidade e da precarização, com a perda de direitos e a competição excessiva, e até mesmo causar transtornos mentais aos trabalhadores, como insônia, ansiedade e depressão.

O alerta foi feito por especialistas em Direito do Trabalho e dirigentes sindicais em audiência pública promovida pela Subcomissão Temporária do Estatuto do Trabalho do Senado na última segunda-feira (27).

Uma das consequências da “reforma” trabalhista, após o golpe que levou Michel Temer, ao poder é a chamada “uberização” de amplos setores da economia. A pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade de Campinas (Unicamp), Ludmilla Abílio”, afirmou, ao Seu Jornal da TVT, que o Uber é o maior exemplo destas novas relações de trabalho, pois cria um novo setor dentro do mercado e reorganiza as relações, além de criar uma concorrência entre trabalhadores, taxistas concorrendo com motoristas, todos em uma situação cada vez mais difícil.

Na audiência, o procurador Paulo Joarês Vieira citou estudo elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) que aponta que o profissional que atua na modalidade do teletrabalho, ao contrário do que se imagina, tem índices mais acentuados de estresse se comparado ao indivíduo que atua dentro da empresa, acarretando distúrbios do sono, como a insônia, por exemplo. Vieira afiram que a pessoa não consegue se desconectar e isso acaba atingindo a sua saúde mental e emocional. (pulsar/rba)

Faça um comentário

66 + = 73