Quase 70 travestis e transexuais vão usar nome social no Enem


(foto: reprodução)

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Pela primeira vez, travestis e transexuais podem usar o nome social no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A medida foi celebrada por ativistas e atraiu mais candidatos ao exame. De acordo com dados da Agência Brasil, até o penúltimo dia de inscrição já eram 68 pessoas.

Para Deborah Sabará, coordenadora de Políticas da Região Sudeste da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e coordenadora colegiada do Fórum LGBT do Espírito Santo, o nome social garante que a pessoa seja respeitada no gênero em que está, para que não sofra nenhum constrangimento.

Deborah é trans, fez inscrição no Enem e pretende usar o exame para ingressar no ensino superior. Segundo ela, o percentual de pessoas trans nas universidades é baixíssimo, assim como nas escolas, no ensino fundamental e médio. Deborah afirma que em Vitória há apenas duas pessoas trans em faculdades, uma em instituição pública e outra em particular. O universo de trans na cidade é de 390 pessoas. Para além da própria formação, ela espera servir de exemplo para o filho de 13 anos.

Atualmente, travestis e transexuais podem solicitar à Justiça a mudança de nome na carteira de identidade, mas o processo feito em particular é caro e pode levar de um mês a mais de um ano. (pulsar/adital)

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