Quase 30 anos depois, mandante de chacina no Pará vai para o banco dos réus


(foto: carta capital)

(foto: carta capital)

Nesta quinta-feira (8) ocorre o julgamento do fazendeiro Marlon Lopes Pidde, acusado de chefiar o assassinato de cinco trabalhadores rurais no município de Marabá, no Pará, há vinte e nove anos.

Desde de 1985, o processo contra os responsáveis pela chacina na Fazenda Princesa tramita na justiça paraense, mas só agora existe a possibilidade de punir o primeiro culpado pelo crime. Além de Pidde, mais dois homens enfrentarão o tribunal do júri. Um terceiro acusado de envolvimento nas mortes foi beneficiado por ter completado 70 anos.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Marlon Pidde passou 20 anos foragido. A polícia do Pará nunca empreendeu qualquer tipo de esforço para prendê-lo. O fazendeiro foi preso pela Polícia Federal no final de 2006. Na época, estava residindo em São Paulo e usava nome falso. O mandante da chacina passou apenas 4 anos e 8 meses preso. Pidde ainda tentou fugir do país para se livrar do julgamento, porém foi impedido por uma ação conjunta do Ministério Público com a Polícia Federal do Estado de São Paulo.

O caso ficou conhecido em nível nacional e internacional devido a crueldade usada pelos assassinos para matar as vítimas. Os cinco trabalhadores foram sequestrados em suas casas, amarrados, torturados durante dois dias e assassinados com vários tiros. Depois de mortos, os corpos foram presos uns aos outros com cordas e amarrados a pedras no fundo do rio Itacaiunas. O caso foi levado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde tramita um processo contra o Estado brasileiro. (pulsar/brasil de fato)

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