Protestos contra eleição de Marco Feliciano para Comissão de Direitos Humanos tomam as ruas do país


Manifestantes protestam contra pastor racista e homofóbico no Rio (foto: Nathalia Gonçales)

Milhares de pessoas foram às ruas do país neste sábado (9) em protesto contra a eleição do pastor Marco Feliciano para presidência da Comissão Direitos Humanos da Câmara Federal. As manifestações ocorreram em ao menos 16 cidades brasileiras.

Devido às suas declarações, amplamente divulgadas em vídeos pelas redes socais, o parlamentar é considerado homofóbico e racista  por movimentos sociais, políticos, estudantes e demais setores da sociedade civil. No Rio de Janeiro, cerca de 400 pessoas se reuniram em frente à Câmara dos Vereadores, no Centro da cidade. No domingo, outra manifestação tomou conta de praia de Ipanema.

No centro da capital carioca, “Feliciano, você vai ver, a maioria não precisa de você!” foi o grito de guerra no final do ato, quando os manifestantes caminharam em direção ao bairro Lapa. Em um alto-falante, a produtora Beatriz Pimentel, uma das organizadores do protesto, criticou a postura do deputado. Ela, que faz parte da 1ª Igreja Batista do Recreio, garante que “ Feliciano não representa grande parte dos evangélicos”.

Já em São Paulo, os manifestantes ocuparam duas quadras da Avenida Paulista. A Polícia Militar acredita que entre 650 e 800 manifestantes tenham comparecido ao ato, que teve a participação de integrantes de movimentos gays e do candomblé.

Em Curitiba, 200 pessoas foram às ruas. Já em Brasília, o protesto também pediu a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Em Vitória, os organizadores do protesto vão enviar uma nota de repúdio pela nomeação do parlamentar para a Câmara dos Deputados em Brasília.

Em Maceió, a manifestação levava o nome de “Ato-Manifestação-Grito-Ruído de repúdio e repulsa à nomeação de Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”. Em Santa Catarina, o protesto ocorreu em Florianópolis, na Catedral da cidade.

Integrantes da Comissão contrários à presença do parlamentar se reúnem amanhã (12) para decidir sobre a abertura de processo legislativo contra Feliciano, que é alvo de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) por homofobia e estelionato. (pulsar/sul21)

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