Protesto reúne milhares de pessoas pela Educação no Rio de Janeiro


Protesto reuniu cerca de 50 mil pessoas no centro do Rio. (foto: Pablo Vergara)

Protesto reuniu cerca de 50 mil pessoas no centro do Rio. (foto: Pablo Vergara)

Cerca de 50 mil pessoas ocuparam o centro do Rio de Janeiro na noite dessa segunda-feira (7) em defesa da greve dos profissionais da educação. A manifestação dos professores recebeu o apoio de movimentos sociais e sindicatos que caminharam pela Avenida Rio Branco até a Câmara dos Vereadores, na Cinelândia.

A mobilização para a marcha ganhou força após a forte repressão policial aos protestos dos professores na semana passada no centro da cidade

Símbolos do mercado financeiros e da corrupção política na cidade não saíram ilesos da ação de alguns manifestantes mais radicais: agências bancárias foram destruídas, o edifício Serrador, sede da EBX, empresa de Eike Batista, teve os vidros quebrados, um ônibus foi incendiado e o prédio da Câmara amanheceu depredado e pichado.

Os professores municipais estão em greve desde o dia oito de agosto. Dentre as reivindicações dos profissionais da educação estão: o fim da meritocracia no sistema educacional, que favorece a aprovação automática; do professor polivalente, que leciona para disciplinas que não estão dentro da sua formação e a abertura imediata da negociação entre o sindicato dos professores e a Prefeitura sobre uma nova proposta para o Plano de Cargos Carreiras e Remunerações (PCCR).

Para a professora e integrante do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), Duda Quiroga, o plano apresentado pelo governo de Eduardo Paes não contempla a categoria, devido a demora para a correção do reajuste salarial.

De acordo com Duda, o plano prevê uma correção da distorção salarial que existe entre diferentes níveis dos professores. Para ela, a correção deveria ser imediata, mas para isso, todos os profissionais deveriam migrar para o regime de quarenta horas”. Porém, a professora explica que essa mudança é classificada como ilegal, por ser considerado reserva de vaga pública.

Duda ainda diz que um outro problema que precisa ser resolvido é a contratação de oficineiros para suprir a carga horária de professores. Entidades privadas como a Fundação Roberto Marinho e a FIRJAN são as maiores beneficiadas deste processo.

Nesta quarta-feira (9), às dez horas da manhã,  uma nova assembleia será realizada pela categoria no Clube Municipal, na Tijuca. Os professores pretendem organizar mais um ato, só que desta vez, o destino final será a sede da Prefeitura do Rio. (pulsar)

 

Audios:

  • Duda Queiroga:

    comenta a inconstitucionalidade do Plano de Cargos Carreiras e Remunerações da Prefeitura do Rio.

    Clique para baixar (314 KB)

2 comentários

  1. Duda Quiroga says:

    Acho que algumas coisas no texto não ficaram bem claras para quem lê.
    A ação de manifestantes radicais seja contra bancos, telefones públicos ou pontos de ônibus não é bem vista pela maior parte da categoria, estamos na rua para reivindicar DIREITOS e isso deve ser feito a partir do protesto e do diálogo.
    Outra coisa é com relação ao que lutamos, não estamos na luta por reajuste, estamos na luta pela REVOGAÇÃO de um plano de carreira apresentado de forma unilateral pela prefeitura e que não contempla os profissionais da educação. Um plano que é mercadológico e não educacaional. Um plano que obriga os professores a migrarem para 40 horas se quiserem ter o mínimo de direitos, que deveriam ser garantidos pra todos.
    Um plano que discrimina funcionários de professores, concedendo, por exemplo, vale cultura apenas para professores, afinal o prefeito não imagina que funcionário posso ter ou querer mais cultura.
    Ou seja, os problemas do plano são muitos e parece que nenhum aspecto desse plano contempla em nada, nenhum profissional de educação do município do Rio.

    • Pulsar Brasil says:

      Buscamos apresentar todos os lados do acontecimento. Não afirmamos que os professores são a favor das manifestações mais radicais. No entanto, não podemos negar que elas ocorreram durante o protesto dos profissionais da educação. Com relação aos motivos da luta de vocês, deixamos claro que não é apenas por reajuste salarial. Enumeramos, inclusive, as reivindicações: o fim da meritocracia no sistema educacional, que favorece a aprovação automática; do professor polivalente, que leciona para disciplinas que não estão dentro da sua formação e a abertura imediata da negociação entre o sindicato dos professores e a Prefeitura sobre uma nova proposta para o Plano de Cargos Carreiras e Remunerações (PCCR).

Faça um comentário

− 2 = 4