Protesto em São Paulo pede acesso de doulas às salas de parto


Manifestação reuniu milhares em São Paulo pelo direito à doulas em partos

Uma manifestação reuniu neste domingo (3) cerca de mil gestantes, mães e doulas na Avenida Paulista. A marcha promovida pelo Movimento de Humanização do Parto pediu a liberação da presença das doulas às salas de parto das maternidades. Estas são acompanhantes treinadas para oferecer às gestantes suporte físico e psicológico.

A ideia é que as doulas não precisem ocupar a única vaga de acompanhante, normalmente preenchida pelo pai do bebê. O protesto percorreu a Avenida Paulista em direção ao Hospital Santa Joana, onde foi entregue uma carta com as reivindicações e um abaixo-assinado com mais de 5 mil assinaturas.

Segundo o movimento, o Grupo Santa Joana, responsável pelo Hospital e Maternidade Santa Joana e a Maternidade Pro Matre Paulista, fez um recadastramento de doulas para a participação em partos normais. No entanto, exigiu que elas tenham formação de enfermeira, psicóloga, terapeuta ou fisioterapeuta.

De acordo com Ana Cristina Duarte, uma das organizadoras do movimento, para ser doula a mulher precisa apenas de um curso de capacitação. Para ela, a presença da doula é importante, pois colabora para a diminuição do número de cesáreas, dos procedimentos invasivos, além de trazer segurança à futura mãe.

Thielly Soengas, 28 anos, conta que, após uma primeira gestação traumática,  por recomendações médica teve o segundo filho amparada por uma doula. Ela afirma que se sentiu muito acolhida e sem medo. Hoje, ela também é doula voluntária e ajuda outras mães.

Na capital paulista, 300 mulheres atuam como doulas, sendo que 100 delas fazem o trabalho voluntariamente. De acordo com Ana Lúcia Keunecke, advogada do movimento, o Santa Joana e o Pro Matre Paulista são as maternidades com maior índice de cesarianas do município.

O Grupo Santa Joana informou, por meio de nota, que as doulas credenciadas poderão participar dos partos normais feitos na Unidade para Parto Normal. As doulas que não tiverem realizado o cadastro poderão ter acesso ao local como acompanhante, conforme opção da paciente. Nesse caso é permitido apenas um acompanhante por gestante. (pulsar/brasilatual)

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