Processo de impeachment e violência de gênero caminham lado a lado


(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

(foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Após a votação do último domingo (17), a real face da Câmara dos Deputados ficou ainda mais evidente. A aprovação da admissibilidade do pedido de impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff veio acompanhada de uma série de ameaças aos direitos humanos e aos direitos das minorias. Para pensar a violência de gênero envolvida no processo, a Pulsar Brasil conversou com Mariana Ceci, coordenadora de Mulheres do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e militante da Marcha Mundial das Mulheres.

Para ela, quando se trata de ameaças aos direitos conquistados, as mulheres são as principais atingidas. Mariana lembra que a nossa sociedade patriarcal ainda coloca a mulher em uma posição vulnerável, seja no mercado de trabalho ou mesmo na vida familiar. A militante acredita que muito do que se vê com a tentativa de impeachment é a crença de que a mulher não é capaz de ocupar os espaços de poder.

Sobre os ataques sofridos por Dilma Rousseff, Mariana Ceci afirma que nenhum presidente do sexo masculino foi desrespeitado na mesma proporção, nem mesmo quando tinham governos muito mal avaliados. Ela lembra que os ataques se utilizam até de apologia à violência sexual.

Mariana convida para uma reflexão. Será que o que está em julgamento é realmente o conteúdo político ou é o fato da presidenta ser uma mulher? (pulsar)

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