Primeiro semestre de 2015 registra 23 mortes em conflitos no campo


(charge: Latuff)

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Até julho de 2015, o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), registrou 23 assassinatos em conflitos no campo em todo o Brasil. Desse total, apenas um não aconteceu na Amazônia, o assassinato de um indígena Tupinambá na Bahia. Em 2014 foram registrados, no mesmo período, 20 assassinatos. 

Dos 22 assassinatos ocorridos na Amazônia 11 foram no Pará, 10 em Rondônia e um no Maranhão. Pará e Rondônia, estados onde estão sendo desenvolvidos grandes projetos como a usina de Belo Monte, Tapajós, Jirau e Santo Antônio, foi onde mais se matou no Brasil em conflitos no campo.

No Pará foram assassinados, em sua maioria, assentados e sem terra, pressionados para deixarem o território conquistado ou mesmo a luta por ele. Além disso, um trabalhador rural submetido a trabalho escravo foi morto com um tiro no peito ao cobrar do patrão o pagamento a que teria direito pelo trabalho prestado.

No caso de Rondônia, a violência se concentrou na grande região de Ariquemes e no entorno do Vale do Jamari. Um dos assassinatos ocorreu no dia 15 de julho, enquanto a CPT realizava seu Quarto Congresso Nacional, com cerca de mil participantes, em Porto Velho. De acordo com a Comissão, o que mais preocupa em Rondônia é o número crescente de mortes de sem terra por jagunços, a mando dos latifundiários, com denúncias de envolvimento de policiais e milícias armadas. (pulsar/cpt)

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