Pressão popular impede que vendedor ambulante tenha material de trabalho apreendido


pressão popular libera vendedor ambulante

pressão popular libera vendedor ambulante (foto: pulsar brasil)

Demora no processo de regulamentação de vendedores ambulantes tem causado transtornos para quem tenta trabalhar no centro do Rio de Janeiro.

Por volta de meio dia e meia um vendedor de cuscus, Douglas da Vitória, foi impedido pelos guardas municipais de exercer o seu trabalho na rua Álvaro Alvim, em frente à Câmara Municipal, por só estar com o protocolo e não a autorização permanente para realizar a atividade.

Os pedestres que passavam pelo local se mobilizaram e aos gritos de “libera” e “ele só quer trabalhar” tentaram impedir que o carrinho de cuscus do vendedor fosse apreendido pela guarda municipal.

Enquanto os vereadores Eliomar Coelho, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Reimont, do Partido dos Trabalhadores (PT), negociavam com os guardas a melhor forma de resolver a situação, o reforço da Guarda Municipal chegou agredindo as pessoas que estavam apenas observando o incidente. Empurrões e golpes com o cassetete foram distribuídos gratuitamente para quem estava no local.

A lei 1876 de 92, que regulamenta a profissão de ambulante, está em discussão na Câmara. Segundo o vereador Reimont, que integra a comissão de atualização da lei, o poder de fiscalização não poderia ser feito pela guarda municipal, mas sim por um órgão delegado para esta função.

De acordo com a última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Rio de Janeiro é a segunda cidade que mais concentra trabalhadores informais. O município possui mais de um milhão de pessoas nesta situação, perdendo apenas para São Paulo. (pulsar)

 A pulsar registrou o momento em vídeo

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