Poucas candidaturas de negros, mulheres, indígenas e jovens mostram baixa representação dos maiores grupos da sociedade brasileira


(foto: JBatista) Munduruku ocupam plenário da Câmara em 2013: sem representantes, espremidos pelo agronegócio e pela mineração

(foto: JBatista) Munduruku ocupam plenário da Câmara em 2013: sem representantes, espremidos pelo agronegócio e pela mineração

Uma pesquisa divulgada no último dia 19 pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) revelou que o número de candidatos negros, mulheres, indígenas e jovens nas eleições deste ano é muito baixo quando comparado ao eleitorado. De acordo com o estudo, as vagas do Congresso Nacional não são ocupadas por todos os representantes do povo.

O trabalho, realizado a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consiste no primeiro mapeamento étnico-racial sobre as candidaturas de minorias registradas no processo eleitoral brasileiro até hoje. Para as entidades que integram a Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político os dados apontam a importância de reforma do sistema político do país.

Conforme os resultados apresentados, existem 25 mil 919 candidatos que concorrem a 12 cargos por 32 partidos nestas eleições. Das candidaturas, somente oito mil e oito, ou 30,09 por cento são mulheres, parcela da sociedade que representa 51,04 por cento do total do eleitorado. Mesmo a distribuição das candidaturas por partido acompanha este desequilíbrio, que apenas cumpre a definição legal de cotas mínimas, de 30 por cento para candidatas do sexo feminino.

Já no que se refere à questão racial, a maioria continua composta por homens brancos, 38,6 por cento; seguidos por homens negros e pardos, 30 por cento; e depois por mulheres brancas, 16,5 por cento;e  mulheres negras, 14,2 por cento. Representantes dos povos indígenas quase não aparecem nesta visualização e possuem, entre homens e mulheres, apenas 118 candidatos em todo o país. (pulsar/rba)

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