Polícia Civil indicia responsáveis pela queda de viaduto em Belo Horizonte durante a Copa


(foto: reprodução)

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Após dez meses de investigação, a Polícia Civil indiciou criminalmente os responsáveis pela tragédia que se abateu sobre Belo Horizonte na tarde do dia 3 de julho, durante a Copa do Mundo, quando uma alça do viaduto Batalha de Guararapes, na Pampulha, desabou, causando a morte de duas pessoas. Dezenove pessoas, entre engenheiros das empresas Consol e Cowan, e funcionários da Prefeitura de Belo Horizonte, estão no processo.

Eles respondem pelas duas mortes e por 23 tentativas de homicídio. São indiciados também por desabamento, já que todos os cidadãos foram colocados em risco. Além de responderem criminalmente, funcionários da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) serão julgados pela abertura ilegal da licitação que levou à construção do viaduto. Segundo o Ministério Público, a licitação foi aberta e aprovada sem o projeto executivo da obra.

O Ministério Publico de Minas Gerais (MP-MG) também realiza um inquérito que levará à responsabilização civil dos envolvidos. Os indiciamentos podem ser de reparação de danos e improbidade administrativa. As penas podem ir desde a aplicação de multa até a perda de cargos e direitos políticos.

A documentação recolhida pelo MP sugere que o prefeito Marcio Lacerda teria conhecimento dos problemas no viaduto. As empresas Consol e Cowan emitiram notas em que afirmam a sua inocência e jogam a culpa uma sobre a outra. (pulsar/brasil de fato)

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