PMDB decide sair oficialmente do governo


(foto: reprodução)

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Em meio a gritos de “Brasil presente, Temer presidente” e “Fora PT”, os peemedebistas que participaram da reunião da executiva nacional do partido decidiram, por aclamação, na tarde desta terça-feira (29), sair oficialmente do governo. Com a iniciativa, segundo afirmou o vice-presidente nacional da legenda, senador Romero Jucá (RR), que coordenou a reunião, os peemedebistas com cargos no Executivo devem entregar estes cargos ou então decidir que rumo político tomar, como a saída da sigla. A reunião contou com algumas ausências, como a do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), e do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL).

Jucá, que participou do palanque do senador tucano Aécio Neves na campanha presidencial de 2014, destacou que a partir de agora será uma atuação independente. Segundo ele, o que acontecerá de agora em diante é que cada votação será discutida de forma isolada pelo partido e a decisão será tomada conforme a orientação da bancada.

Jucá foi enfático também ao dizer que “quem quiser continuar mantendo o cargo que possui que arque com suas consequências”, numa forma de enfatizar que a posição será de ordem pessoal por parte de cada peemedebista, mas este cargo não será considerado como da cota do partido. Apesar da maneira contundente do senador Romero Jucá se posicionar, a reunião teve alguns itens acordados antecipadamente de forma a evitar uma situação mais hostil por parte dos peemedebistas.

Em primeiro lugar, a própria votação em si, que foi definida pelo número de integrantes da legenda a levantarem o braço. Em segundo lugar, pela proibição feita no início da manhã à realização de discursos – uma outra maneira de evitar confrontos – e por fim, na decisão tomada pelos caciques da legenda poucas horas antes da reunião de não mais estabelecer um prazo até 12 de abril para que os peemedebistas deixem os cargos no governo. Essa posição agora fica a critério de cada um, contanto que assumam os riscos das decisões a serem tomadas.

Entre os ministros, ainda suscitam dúvidas também o posicionamento de alguns dos principais integrantes do primeiro escalão do governo que são da sigla. Devem deixar os cargos o ministro dos Portos, Helder Barbalho (PA), o ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes (MG), e o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (AM). Mas continuam no governo e estudam como vão se posicionar – se trocam de partido ou conseguem uma licença para seguir à frente de tais cargos – os ministros da Saúde, Marcelo Castro (PI), Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (RJ), e da Agricultura, Kátia Abreu (TO). (pulsar/rba)

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