PM de São Paulo é denunciada na ONU por violência em protestos


Estudante Deborah Fabri ferida em protesto (foto: reprodução)

Estudante Deborah Fabri ferida em protesto (foto: reprodução)

A organização Conectas Direitos Humanos denunciou a Polícia Militar de São Paulo ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O pronunciamento com a denúncia foi feito na última segunda-feira (19), em Genebra, na Suíça.

No pronunciamento, os representantes da ONG criticaram a atuação violenta da Polícia Militar nas manifestações que ocorrem na cidade de São Paulo contra o presidente Michel Temer (PMDB). No fim da leitura, a organização pediu que o conselho se pronuncie “contra a restrição ilegítima do direito de protesto no Brasil”.

De acordo com a Conectas, no estado de São Paulo, onde os protestos de rua têm sido os mais numerosos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) reprimiu com truculência os manifestantes. Vários manifestantes foram feridos. Como resultado da repressão do último dia 31 de agosto, Deborah Fabri, uma estudante universitária de 19 anos, perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingida por fragmentos de bomba de gás.

A organização também citou a prisão, que considerou ilegal, de 26 pessoas poucas horas antes do protesto ocorrido no dia 4 de setembro, em que houve o envolvimento de um agente infiltrado do Exército.

Segundo a Conectas, o governo brasileiro solicitou direito de resposta e afirmou que os incidentes estão sendo investigados pelas autoridades competentes, que o país defende o Estado democrático de direito e reconhece o direito de reunião pacífica e a liberdade de expressão. (pulsar/rba)

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