PF aponta corrupção na delegacia que investiga caso Marielle


Marielle Franco (foto: divulgação/Psol)

A Polícia Federal encontrou evidências de atos de corrupção praticados por membros da Delegacia de Homicídios (DH), responsável pela investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. De acordo com o órgão, a delegacia impediu o esclarecimento da autoria de assassinatos que envolvem milicianos do “Escritório do Crime” e integrantes da máfia do jogo do bicho, no Rio de Janeiro.

Roni Lessa, apontado como responsável pelos disparos que mataram Marielle e Anderson, disse, após ser preso, que recebeu informação de que estava sendo investigado e se preparava para fugir.

Segundo o portal UOLao menos dois delegados estariam na folha de pagamento do “Escritório do Crime”. A propina era paga na própria sede da delegacia, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Por determinação da Procuradoria-Geral da República (PGR), ao menos oito inquéritos da própria Delegacia de Homicídios estão sob investigação.

A análise da Polícia Federal sobre a presença do grupo criminoso dentro da delegacia surgiu após depoimentos de dois delatores ouvidos por procuradores da República. Um deles, o ex-PM Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, afirmou que integrantes do “Escritório” pagavam uma mesada a alguns policiais para que as execuções praticadas pelo grupo paramilitar não fossem alvo de uma investigação que chegasse aos responsáveis pelos crimes.

A deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) demonstrou sua indignação nas redes sociais.  “A quem interessa que o assassinato de Marielle e Anderson não seja resolvido? Exigimos saber quem mandou matar”, publicou, nas redes sociais. (pulsar/rba)

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