Para Glauber Braga, o maior beneficiário com a reforma da Previdência será o sistema financeiro


Glauber Braga, deputado federal (PSOL -RJ) critica duramente  a reforma da Previdência. (foto: reprodução facebook)

A reforma da Previdência tem sido muito criticada pela oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) por aprofundar a desigualdade social do país. O presidente aparentou começar a ceder em pontos da proposta já encaminhada ao Congresso. Ele informou que aceita reduzir a idade mínima de aposentadoria das mulheres de 62 para 60 anos, mudar as regras de pensão por morte e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos em situação de miséria.

Apesar das sinalizações de mudança por parte de Bolsonaro, o texto continua sendo prejudicial para a classe trabalhadora. A Pulsar Brasil conversou com o deputado federal Glauber Braga (PSOL –RJ) a respeito do texto que foi entregue na Câmara.

Segundo Braga, o modelo de reforma proposto por Bolsonaro é pior do que o apresentado por Michel Temer (MDB) no ano passado e é inspirado na reforma da Previdência ocorrida no Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973 – 1990) que implementou a capitalização da previdência, em que  cada indivíduo passou a ser responsável por sua poupança. Atualmente, alguns aposentados ganham até menos do que o salário mínimo chileno, relata o deputado.

Braga também pontuou que o argumento utilizado pelo governo de que a reforma da Previdência está sendo planejada para combater privilégios é uma mentira. O parlamentar ressalta que a realidade brasileira é diversa e que o mercado de trabalho é rotativo  o que impede que muitos trabalhadores contribuam de forma continuada para se aposentar por conta do desemprego. Para o deputado, a reforma irá favorecer o capital financeiro já que muitos brasileiros serão obrigados a migrar para uma previdência complementar.

No modelo atual de Previdência os trabalhadores da ativa e as empresas financiam os beneficiários. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Bolsonaro e Paulo Guedes torna o sistema de proteção social vulnerável, pois permite que regras, hoje constitucionais, sejam estabelecidas a partir de lei complementar que deverá ser aprovada posteriormente no Congresso. (pulsar)

Ouça as falas do deputado abaixo.

Audios:

Faça um comentário

+ 21 = 30