Pará concentra maioria dos assassinatos por conflito de terra no país e ganha da região Nordeste inteira


(foto: reprodução)

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O Pará registrou 645 mortes por conflitos no campo entre os anos de 1985 e 2013, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT). O número é quase cinco vezes maior que o registrado pelo segundo estado no ranking de assassinatos por questões fundiárias, o Maranhão, com 138 casos no mesmo período.

De acordo com a coordenadora nacional da Comissão, Isolete Wichinieski, os números de morte na disputa por terra no Pará também são superiores aos registrados em toda a Região Nordeste, composta por nove estados e que contabiliza 424 vítimas no período.

Para o procurador do Ministério Público Federal no Pará, Felício Pontes, nos últimos anos houve uma diminuição do número de mortes por conflitos agrários. A situação no estado, entretanto, ainda inspira cuidados. Segundo ele, o Pará “precisaria de três andares de terra” para dar conta de abrigar todas as pessoas que têm títulos concedidos por cartórios, muitos deles irregulares devido a fraudes e grilagem de terra, e dizem ser proprietários de terrenos.

Na avaliação do advogado da Comissão Pastoral da Terra no Pará, José Batista Afonso, os conflitos são mais intensos porque o estado fica na fronteira de expansão do agronegócio em direção à Amazônia. Afonso acredita que agronegócio empurra as atividades de produção em direção à Amazônia. Isso vai pressionando e gera conflitos com as comunidades que já residem no local. (pulsar/combate racismo ambiental)

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