Para assessor da AI, política de segurança pública criminaliza a juventude negra


(imagem: AI)

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Genocídio da juventude negra, política de segurança pública repressiva, tentativas de redução da maioridade penal. Para o assessor da Anistia Internacional, Alexandre Ciconello, essa mistura resulta na falta de uma política de proteção de jovens e numa juventude criminalizada.

De acordo com os dados do Mapa da Violência de 2014, mais de meio milhão de jovens foram assassinados em 10 anos no Brasil, entre 2002 e 2012. Alexandre acredita que matérias como a redução da maioridade tiram o foco da verdadeira discussão que precisa ser feita.

O assessor afirma que não há uma política de proteção de jovens no país e ao mesmo tempo eles são as maiores vítimas de homicídios. Não há prioridade na criação de uma política de redução de homicídios. Além disso, para ele o sistema prisional é utilizado de forma equivocada, prende-se muito e mal.

Alexandre lembra também do papel da grande mídia neste contexto, que defende uma atuação repressiva no combate à violência. Segundo Ciconello, está fórmula não tem funcionado e a diminuição da violência passa por uma política de segurança pública inteligente e pela reforma das polícias. (pulsar)

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