Países da América Latina e Caribe se comprometem com a erradicação do trabalho infantil


(foto: reprodução)

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Representantes de 25 países da América Latina e do Caribe assinaram, na última terça-feira (14), a Declaração de Constituição da Iniciativa Regional América Latina e Caribe Livre do Trabalho Infantil.

No documento, os países se comprometem a implementar medidas como a ampliação da fiscalização dessa forma de trabalho, a garantia de políticas públicas integradas para a infância e o aprimoramento das legislações, a fim de acelerar o ritmo de erradicação do trabalho infantil.

Reunidos na décima oitava Reunião Regional Americana da Organização Internacional do Trabalho (OIT), na cidade de Lima, no Peru, eles discutiram medidas para atingir as metas assumidas na Conferência de Haia, em 2010, de erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2016 e eliminar a totalidade desse tipo de trabalho, até 2020. No ano passado, durante a terceira  Conferência Global Trabalho Infantil, em Brasília, a OIT avaliou que seria difícil para os países atingir esses objetivos.

A diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo, que participou da reunião no Peru, disse à Agência Brasil que a América Latina é uma região que se destaca no mundo pelo seu compromisso pela erradicação do trabalho infantil, mas o problema ainda é grave. Dados da organização apontam que 12 milhões e 500 mil crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalham na região. Dentre elas, mais de 9 milhões em condições perigosas.

A declaração foi assinada por representantes do Brasil, da Argentina, das Bahamas, da Bolívia, do Chile, da Colômbia, Costa Rica, de Cuba, do Equador, de El Salvador, da Guatemala, Guiana, do Haiti, de Honduras, da Jamaica, do México, da Nicarágua, do Panamá, Paraguai, Peru, da República Dominicana, do Suriname, de Trinidad e Tobago, do Uruguai e da Venezuela. (pulsar)

*Informações da Agência Brasil

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